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SAC gratuito para todos? o que muda com o PL 395/2025

22 de janeiro de 2026

O cenário das relações de consumo no Brasil está prestes a passar por uma transformação relevante com a tramitação do Projeto de Lei (PL) nº 395/2025. A proposta legislativa busca promover mudanças significativas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), prometendo redefinir o acesso e a qualidade do atendimento prestado pelas empresas.

Atualmente, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) gratuito é obrigatório apenas para serviços regulados por órgãos federais, tais como: ANATEL (telecomunicações), ANS (planos de saúde), BACEN (bancos, crédito, cartões e instituições financeiras), SUSEP (seguros e previdência), ANAC (aviação civil), ANTT (transporte interestadual), ANEEL (energia elétrica) e ANA/ministérios competentes (alguns serviços essenciais de água e saneamento).

Ou seja, empresas de varejo, e-commerce e demais serviços não regulados federalmente precisam ter um canal de atendimento ao consumidor, mas não são obrigadas a oferecer um canal gratuito. Assim, muitos fornecedores limitam o atendimento gratuito a situações específicas, o que, na prática, gera dificuldades e frustra a busca por soluções adequadas.

Nesse sentido, o projeto, que pretende incluir expressamente o direito à comunicação direta com fornecedores como um direito básico, representa um avanço importante ao fechar essas lacunas e fortalecer a posição do consumidor diante de práticas abusivas. Trata-se de uma medida que amplia a efetividade do atendimento e reforça a obrigação das empresas em garantir contato acessível e gratuito em todas as situações, como dúvidas, reclamações, cancelamentos, informações, entre outras.

Outro ponto de destaque é a determinação de que todas as informações sobre produtos e serviços — como preços, composição e características — sejam disponibilizadas de forma acessível também às pessoas com deficiência, garantindo inclusão e igualdade de condições no exercício dos direitos de consumo.

Se aprovado, o impacto será significativo. Para o consumidor, haverá maior segurança e facilidade na comunicação, sem o risco de custos adicionais para resolver demandas cotidianas. Para as empresas, surgirá a necessidade de adequação de seus canais de atendimento, sob pena de responsabilização administrativa e judicial em caso de descumprimento.

Assim, cabe às empresas acompanharem os próximos passos da tramitação até a eventual aprovação do PL, bem como sua futura regulamentação, que poderá trazer detalhes sobre o funcionamento adequado do SAC — como horários, exigência de atendimento humano versus automatizado e demais parâmetros técnicos. Dessa forma, poderão se preparar para as novas regras e evitar riscos de penalidades.

Fonte: Ecommerce Update. Acesso: 22/01/26. 

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